O secretário da Educação, Leonardo Barchini, ordenou o envio ao Acre de uma equipe do Programa Colégio que Segura, após um ataque a tiros em uma escola da rede estadual, ocorrido na tarde de terça-feira (5), que resultou em dois falecimentos e dois feridos. A determinação de enviar a equipe surgiu após o secretário dialogar com a governadora do estado, Mailza Assis.
A equipe é especializada em situações de crise e violência extrema.
O atentado foi cometido por um jovem de 13 anos. As vítimas, duas colaboradoras do Instituto São José, onde aconteceu a tragédia, perderam a vida no local. Os feridos, um estudante e outro funcionário da escola, foram levados a um pronto-socorro.
“Neste momento, a prioridade é o cuidado com a comunidade escolar, com atenção às vítimas, seus familiares, profissionais da educação e alunos, garantindo suporte psicossocial e condições para um processo responsável de reconstrução. Reitero nosso compromisso com a vida, a paz e a segurança das comunidades escolares”, expressou o secretário em uma rede social.
Em comunicado, a administração do Acre informou que o adolescente confessou a autoria dos disparos e está sob a custódia do Estado. “O tutor legal do menor, que também é proprietário da arma de fogo, está detido”, afirma o comunicado.
O governo também mencionou que a Polícia Civil está investigando os detalhes do ataque para esclarecer a motivação, a dinâmica do incidente e possíveis responsabilidades.
Além disso, o governo está acompanhando as vítimas, que receberam atendimento imediato e continuam sendo assistidas pelas equipes da Secretaria de Saúde.
Devido ao ataque, as atividades em todas as escolas estaduais foram suspensas por três dias.
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Colégio que Segura
Inaugurado em 2024, o Programa Colégio que Protege tem como meta fortalecer a capacidade das redes de ensino para prevenir e enfrentar a violência nas escolas.
A atuação do programa ocorre por meio da formação continuada de profissionais da educação, estímulo à elaboração de planos de combate à violência e respostas a emergências, auxílio às redes de ensino em casos de ataques de violência extrema, além de promover a cultura de paz e a convivência democrática.
O programa executa o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave).
O Colégio que Segura também oferece suporte psicossocial às comunidades escolares afetadas pela violência, incentivando práticas de acolhimento e respeito à diversidade, e estimula a criação e manutenção de espaços de participação estudantil e assembleias.
Fonte: Agência Brasil
