Docentes e colaboradores administrativos das redes de ensino municipal e estadual do Rio de Janeiro promoveram hoje (9) uma interrupção de 24 horas em busca de ajustes salariais e aprimoramentos nas circunstâncias laborais.
Conforme Helenita Beserra, quem lidera o Sindicato Estadual dos Trabalhadores da Educação do Rio de Janeiro, os profissionais do sistema estadual deliberaram, em assembleia, por agendar uma nova reunião em 5 de maio para avaliar a possibilidade de dar início a uma greve. Após essa conversa, um ato foi realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Já os funcionários da rede municipal optaram por marcar uma nova assembleia para 16 de maio. Na cidade, o grupo organizou um ato público na Cinelândia, área central do município, após a reunião.
O principal pleito, nos dois contextos, está relacionado à compensação das perdas salariais acumuladas nos últimos períodos.
De acordo com cálculos do Sepe em colaboração com o Dieese, as perdas salariais alcançaram 24,07% desde 2019. Na rede estadual, estima-se que o índice de reajuste necessário seria em torno de 56% com relação aos salários de janeiro de 2026.
Além do reajuste, os docentes municipais reivindicam o término da prática conhecida como minutagem (que implica em mais horas de trabalho não remuneradas), o pagamento do Acordo de Resultados 2024 (equivalente ao 14º salário), o cumprimento do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs), a descongelação do tempo de serviço durante a pandemia, o aumento do benefício de vale-refeição e ajustes nas diretrizes de remoção.
No sistema estadual, a categoria também demanda o cumprimento pleno do acordo de recomposição firmado com a Alerj em 2021 — que estipulava 26,5% de reposição, divididos em três etapas, sendo que somente a primeira foi efetivada — e a implantação do piso nacional do magistério.
