Durante um protesto convocado pelos centros acadêmicos da USP, Unesp e Unicamp, jovens tomaram conta das ruas da zona oeste de São Paulo na tarde de quarta-feira (20). Segundo os organizadores, aproximadamente 10 mil indivíduos participaram da mobilização.
Saindo do Largo da Batata, localizado em Pinheiros, o grupo seguiu até o Palácio dos Bandeirantes, base do governo paulista, em uma marcha pela Avenida Faria Lima e outras vias de grande circulação na região.
“A principal reclamação é contra a deterioração do ensino e as privatizações realizadas por ordem do governador”, declarou a coordenação do protesto.
Os discentes da USP, que deflagraram uma paralisação há cerca de um mês, foram maioria na passeata de hoje. Também marcaram presença entidades sindicais, sobretudo ligadas aos trabalhadores da educação, e algumas centenas de estudantes da Unesp e Unicamp, que também têm promovido greves nas últimas semanas.
Os participantes exigiram compromissos concretos em relação à destinação de mais verbas para auxílio estudantil e melhoria do funcionamento das instituições de ensino superior. Também solicitaram a contratação de mais docentes e implementação de políticas de assistência estudantil, como habitação e alimentação.
Representantes dos discentes da Unesp e Unicamp denunciaram abusos na fiscalização realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos ônibus que se dirigiram para a capital nesta manhã. A assessoria da PRF não se pronunciou.
A secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável pelas universidades estaduais paulistas, também não se manifestou sobre o protesto.
A Polícia Militar instalou uma barreira a cerca de 500 metros do Palácio dos Bandeirantes. Em comunicado, a PM informou que acompanhou o protesto sem registrar ocorrências. “O planejamento operacional foi elaborado para garantir a segurança de todos, manter a ordem pública e garantir o direito de locomoção da população”, informou o órgão.
A manifestação segue seu curso, com previsão de continuação até por volta das 20h de hoje, sem confrontos.
Fonte: Agência Brasil
